Medo
Não tenho mais direito ao medo.
Sou quase uma mulher feita.
E de cabeça erguida,
tenho de enfrentar todas as guerras, todos os monstros e feras,
todos os fantasmas.
Só, no meu canto, no meu quarto,
posso expor meu medo, sem medo,
ou mentir para mim mesma, dizendo que não temo nada.
E se eu abrisse o jogo
e falasse de todos os meus medos,
será que eles sumiriam?
Ou zombariam de mim?
Seria tão fácil decretar a morte de todos os meus medos...
Só que vou aprendendendo que eles até diminuem com o tempo,
mas não morrerão jamais...
Escrito por Lê às 10h56
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